Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
30 anos
De um dos mais épicos duelos que vi em toda a minha vida. E não falo só de Formula 1.
Aconselho a leitura deste excelente post. Está lá tudo, ou quase tudo o que é preciso para celebrar a data. Acima o vídeo deste duelo tão louco quanto belo.
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Dos Açores a voar

Atrás do meu clube e dos chás Gorreana, a Sata é bem capaz de ser a minha marca portuguesa favorita. E agora com o novo logótipo, continua a ser bem a imagem dos Açores: a discrição aliada à excelência do melhor e mais genuíno. O voo do silêncio.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
De Formula 1 a Formula 0
Com a redução de orçamentos prevista, talvez algum dia aquela oficina ali na Correira Teles concorra para ter um carro na Fórmula 1. É que os reguladores da FIA à força de tanto inventarem de ano para ano, aborreceram-se de simplesmente inventar. Acharam que assim deixavam tanto de dar nas vistas. Vai então que decidem inventar mesmo a sério e agora a Formula 1 será para (quase) todos. Por causa da crise e para aumentar a competividade, dizem eles. Esqueceram-se do resto e do mais importante, a mística da modalidade com as suas equipas, adeptos e rivalidades e o facto da Formula 1 ser um autêntico laboratório de tecnologia automóvel de ponta, tendo andado a par com a história da industria desde a sua formação. Não foi concerteza á custa de tectos orçamentais que o conseguiu.
A Formula 1 sempre foi uma genuína fábrica de heróis e mitos, que são no fundo os melhores pilotos e por isso correm nas melhores equipas, como em muitos desportos no qual o futebol é um bom exemplo. É ridículo reduzi-la agora por auto-recriação a uma competição algures entre o Nascar e o Karting com a aparência de Formula 3000. Só tenho pena que as espertas criaturas da FIA não inventassem uma outra coisa: um novo nome para a modalidade. E deixavam a Formula 1 para os malucos que não são burocratas como eles. Acho que não o fizeram porque assim provavelmente iam-se aborrecer. Como diz o outro, "eles querem é aparecer...".
Não seja por isso caros burocratas,vejam este video acima, nada mais que um lendário duelo entre o malogrado Gilles Villeneuve e René Arnoux e talvez deixem de nos chatear tanto a nós no tédio das vossas vidas que pelos vistos devem ser mesmo muito aborrecidas.
Ou então pensem no que seria no Futebol uma Portuguesa sem o Sporting, a Liga Espanhola sem o Real Madrid, uma Liga Alemã sem Bayern ou uma Liga Italiana sem Juventus, ou mudem para o Basquetebol e pensem numa NBA sem os Lakers ou num Basebol sem uns New York Yankees. Algo do género: o orçamento não ultrapassa as três tutas e meia e podem concorrer (quase)todos. Pois é isso mesmo que pretendem para a Formula 1 ás custas de quem fez crescer a modalidade.
Como nada vem ao acaso, se calhar mesmo que inconscientemente, mudaram desde há uns tempos as corridas para o Dubai, para a Malásia, China, corridas à noite, etc. Foi para preparar o terreno. Para que surjam novos adeptos, de preferencia que não conheçam bem quem foi Senna, Prost, Fangio ou Niki Lauda. Assim sempre será melhor para sustentar a modalidade e encher os bolsos depois dos chatos da Ferrari se irem embora...
Temo bem que não. A encarnação da cristalina estupidez das criaturas acabará por desaguar no óbvio: sem Ferrari a Formula 1 acabará num ápice, mais depressa do que quando começou. Se bem que o chairman ache que não.
Adenda: À cautela as verdadeiras e grandes equipas de Formula 1 começaram já a organizar-se. Exceptuando a Williams estão lá entre outras a Ferrari, A McLaren-Mercedes, a Renault, a Brawn, a Toyota, etc.
Parece que teremos a real Formula 1 com outro nome, enquanto que os senhores da FIA terão a sua modalidade a chamar-se Formula 1 com um nível do interesse e adesão de uma Formula Turismo qualquer. Das duas uma, ou dão com o braço a torcer e mostram a nu a sua cristalina inutilidade ou então lá se vai o dinheirinho. É bem feito.
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Porque voto Bettencourt

Porque José Eduardo Bettencourt é o candidato mais preparado e capaz de liderar um Sporting em situação crítica, nestes terríveis tempos de crise financeira e económica internacional. Possui para isso experiência de gestão bancária ao mais alto nível, essencial para perceber os traiçoeiros meandros da alta finança.
Porque tem competência comprovada, capacidade mobilizadora e de trabalhar em equipa, prova disso é a unanimidade sobre a excelência de Bettencourt entre aqueles que já colaboraram com ele. Combinar isto com o conhecimento que tem do clube e do futebol português é um cocktail que só pode dar ao Sporting bons resultados a todos os níveis.
Porque é um vencedor por natureza. Quando realmente exerceu funções executivas no futebol, o Sporting ganhou 1 campeonato, 1 taça e uma 1 supertaça. Outras ficaram quase por ganhar - Bettencourt não teve culpas na deserção de Jardel - que foi um fatal abalo no projecto de ganhar vários campeonatos seguidos , o que não impediu outros brilharetes de JEB, entre eles a contratação de um tal de Liedson.
Porque a época vai começar daqui a menos de um mês e a pré-eliminatória para a Champions é daqui a menos de dois. A máquina estar montada e pronta a funcionar, com os inevitáveis melhoramentos e ajustes é meio caminho andado para se atingir a milionária Champions League, de que o Sporting precisa como de pão para a boca.
Porque Bettencourt vai dedicar-se em exclusivo ao clube. Não tem empresas suas, nem futuros negócios por onde se dispersar, nem ninguém para proteger. Só por má fé ou ignorância se pode dizer o contrário. O que ganhar será fruto do seu trabalho, mais nada.
Porque acredito completamente no seu genuíno sportinguismo. Não é uma fezada, é fé mesmo a sério. Confio em Bettencourt como em mais ninguém para dirigir os destinos do nosso clube.
Porque tem qualidades essenciais de carácter que muito aprecio, mesmo não o conhecendo pessoalmente. Consegue aliar um carácter franco, espontâneo, simpático e aberto com a capacidade de estar à altura dos desafios, disso foi bem a prova do famoso rasgão de José Mourinho à camisola a Rui Jorge. Disto não tirou proveitos nesta campanha, o que é mais uma prova do seu carácter.
Porque sendo ambicioso não embandeira em arco. Tem os pés muito bem assentes no chão. Em tempos de pântano é sempre melhor ter alguém que tem a consciência das perigosas areias movediças.
Por todos estes factores e mais algum, considero abissal a diferença entre as duas candidaturas. Em relação ao comportamento dos dois candidatos é melhor nem falar. Estamos mais que conversados.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
João Benard da Costa
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João Benard da Costa deixa de alguma forma orfão o cinema português. Era aquele a quem todos olhávamos de baixo, como num plano contrapicado. Do Cinema que o apaixonava ensinava-nos a vê-lo, a pensá-lo, a interpretá-lo, a sermos mais cinéfilos.
Das coisas que sempre me irei lembrar na vida eram aquelas folhas A4 da Cinemateca que eram ao mesmo tempo crónicas e crítica cinematográfica. Nunca as lia antes do filme. Era lidas depois, como uma sobremesa. Mas eram muito mais que uma sobremesa. Eram outro filme dentro do filme. Autênticos segredos que João Benard da Costa nos revelava, aumentando o nosso fascínio pela Sétima Arte.
João Benard da Costa foi também um grande escritor. Os textos que conheci publicados no jornal "Público" mostravam um homem cultíssimo, sábio, de uma dimensão gigantesca e dono de uma escrita ao nível da grande literatura.
João Benard da Costa foi um homem superior e criou uma Cinemateca que orgulha qualquer lisboeta ou português que se preze. É uma enorme perda para Portugal, para a cultura portuguesa e para o Cinema. Os Mestres não se esquecem.
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Vasco Granja (1925-2009)

Lembrar Vasco Granja é regressar aos momentos de infância sentado em frente ao velho televisor a ver aquela tão genuína extrema simpatia a falar connosco.
Lembrar Vasco Granja é recordar a partilha e o entusiasmo por aquelas geniais animações fora do comum, onde eramos obrigados a imaginar e a pensar. Onde mesmo que não entendesse nada daquilo, ficava a gostar na mesma. Eram animações cheias de força, imaginação, originalidade. Fora de tudo o que se via.
Vasco Granja tinha no ecrã um tipo de sensibilidade muito própria, que já não se vê, que muito provavelmente já não existe.
Domingo, 10 de Maio de 2009
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
A César o que é de César

Ia escrever que o Scolari de tão sortudo tão sortudo tão sortudo ia acabar por juntar uma Champions League ao seu curriculo, mas o FC Barcelona lá acabou por conseguir a final á custa de uma arbitragem ao nível de um Olegário Benquerença ou Bruno Paixão On The Rocks .
Foram quantos penalties por marcar a favor do Chelsea? Três, quarto? Torci efusivamente por um Barça espéctacular, não por um Barça batoteiro. Pelo que aconteceu hoje, a melhor equipa do mundo devia estar fora pelo génio táctico de Guus Hiddink. Ou então instituam-se pontos á espectacularidade ou a vitórias morais.
Isto se as regras do jogo fossem respeitadas, mas como sem o dinheiro sujo de Abramovich talvez o Chelsea estivesse a lutar para não descer de divisão, quero este ano o FC Barcelona Campeão Europeu.
Adenda: Daqui a uns dias o futebol, o Sporting e outros desportos passam a ser comentados aqui.
Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
O Che de Soderbergh (II)

Ao entrar-se na Segunda Parte retoma-se a marcha do filme. Como o regresso a um livro que se tenha interrompido por uns tempos.
Centrado directamente na Bolívia e omitindo o fracasso do Congo e as viagens pela Europa comunista, "Che II" volta a pôr Che Guevara no cerne da acção que realmente conta para a vitória e derrota da "Revolución" - a Guerrilha.
Muito falhou na Bolívia. A falta de apoio do Partido Comunista Boliviano, os erros individuais de muitos, incluíndo Che Guevara, que estranhamente não preparou as operações de forma conveniente, confiando numa vaga de fundo que nunca existiu, pelo contrário, da esperança logo se passou para o desespero e martirio. Do Che herói para o Che Martir, como Cristo pregador a Cristo crucificado
O "Che" de Soderbergh tal como "Barry Lindon" de Stanley Kubrick, joga com os dois lados de uma imagem. A Luz e a Sombra. O Positivo e o Negativo. A cor a esbater-se no branco final.
Todo o movimento de ascensão de Che Guevara como herói aqui se torna negação vertiginosa. O antigo exército de entusiastas passa a grupo de farrapos humanos. O processo de ascese é superiormente filmado com a imagem suja e a Câmara á mão a dar a noção do real desconforto, a encerrar-nos no Mato. Dolorosa e sofridamente vamos partilhando a mesma poeira da guerrilha. Com o Céu e o Inferno lá dentro.
Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
O meu Sporting


Para o bem e para o mal, Filipe Soares Franco continua a ser o meu Presidente. Com todos os seus defeitos e coisas que detesto, a linha iniciada por José Roquette é o melhor caminho para o futuro do Sporting. Foi o melhor no passado, é-o no presente e acredito também que é o único caminho viável para um futuro que se prevê muito difícil. Quase crítico.
Depois de década e meia a penar em terceiros e quarto lugares, sob presidências como a de Jorge Gonçalves, Amado de Freitas (que não teve culpa nenhuma)e Sousa Cintra, o Sporting chegou ao patamar de eterno derrotado sob as eternas promessas de aventureiros do golpe e do protagonismo.
Foi com José Roquette que o Sporting ganhou um rumo. Devemos honestamente reconhecer e agradecê-lo. Com o caminho iniciado por Roquette o Sporting ganhou títulos, bateu records (2 campeonatos, 3 Taças de Portugal, umas quantas supertaças, uma Final da Taça Uefa e vários apuramentos para a Liga dos Campeões), construiu um magnífico estádio, uma academia que é a melhor da Europa, tornou-se a melhor escola de formação de jogadores de futebol do mundo(com a particularidade de os obrigar a estudar até ao 12ºano), teve o necessário saneamento financeiro, ganhou credibilidade, ganhou RESPEITO! Com méstria, paciência, saber, garra, e infelizmente, a ajuda dos bancos. É aos bancos que temos de pagar uma enormidade ao ano. Precisámos deles. Paciência. Somos sérios. É a vida.
Isabel Trigo Mira, Dias da Cunha e outros dizem que o Sporting vai passar a ser dos accionistas e deixar de ser dos sócios. Acreditam que Sporting e Sporting SAD sejam duas entidades diferentes. Têm medo que alguma vez um clube como o Sporting caia nas mãos de um aventureiro endinheirado sem que os adeptos tenham o poder supremo de decisão. Tudo queixas a ter em conta. Realmente sabem pegar no medo dos sportinguistas...
Pena é que não tenham o mesmo receio do clube ficar em completa insolvência, sem confiança, nome ou força, entregue à rua e ao Deus dará. Dependente de esmolas, quotas e pouco mais. Aí gostava aí de ver o Dr. Dias da Cunha a mandar baboseiras na televisão. Como o não vi no tempo em que ninguém queria pegar no Sporting a não ser a pior ralé do dirigismo. Com muitos sócios, muita mística, zero títulos e sem o "tirano" do Filipe Soares Franco, que vejam lá, vai fazer o Sporting desaparecer em 10 anos, palavras de António Dias da Cunha. Só podiam mesmo vir com essa, para não nos lembrarmos dos tempos da "peixeirada", do "pró ano é que é". Tempos em que não os vi a mexer uma palha enquanto perdíamos em grande e em toda a linha. Se calhar razão tem José Roquette quando diz que "oposição não tem alternativas, acha que a solução é não pagar".
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
O Che de Soderbergh

Mais cinema que biopic, mais Robert Bresson que Oliver Stone, gostei muito da contenção, sujidade e rudeza de "Che, O Argentino". Filme honesto e esforço cinematograficamente estimulante, o realizador Steven Soderbergh é muito cuidadoso na forma como aborda os temas óbvios do filme: os ideiais e a génese de todo o movimento revolucionário cubano e por outro lado os fuzilamentos e a dura disciplina necessária a uma revolução de contornos ideológicos absolutos.
Nos dois pratos da balança, Che Guevara sai no filme claramente beneficiado, sem lugar a excessivos entusiasmos. "O Argentino" (ainda não vi a 2ª parte)é um filme fechado e é um filme deste tempo.Ponto.
É por ter um lado mítificador que Che Guevara se tornou um personagem tão universalmente interessante. No seu ideal pode dar azo a váriadas interpretações. O actor Benício Del Toro dá a Guevara uma versão autêntica daquilo que pode ter sido em vida, dentro da linguagem própria do filme que quer criar dali o seu próprio objecto cinematográfico, mais que um objecto histórico. Benício "acredita" como acreditaria se estivesse ali naquelas circunstancias. Não actua como se acreditasse.
Talvez muitos pensem que o "O Argentino" se fecha um pouco num certo vazio e não tenha o corpo e a dimensão que o acontecimento da Revolução Cubana pedia. Eu penso que é precisamente aí que está o interesse do filme como cinema: é um filme narrativa sem antes nem depois, apesar de todas as cambalhotas e flashbacks. Existe o que se mostra e daí vamos decompondo o nosso Che Guevara, dentro da guerrilha e nos diferentes "tempos presentes" a sobreporem-se uns aos outros. É narrativamente primorimorosa a forma como vai sendo alternado o Che guerrilheiro, com Che no seu discurso das Nações Unidas para regressar ao Che alfabetizador e por aí fora. Sem ponta de pretensão, seco, cru, fazendo-nos sentir a poeira e sujidade da terra, "Che,O Argentino" é um filme que se sabe pensar a si mesmo. (Continua...)
Stone Roses
Um dos clássicos dos clássicos já faz 20 anos. Quem ainda se lembra que os Roses eram a maior promessa de banda desde os Beatles?
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Domingo, 22 de Março de 2009
Lucílio Baptista
Não o vejo neste vídeo de cima. Provavelmente estará desactualizado, o vídeo... Não, é apenas uma brincadeira de mau gosto para não dizer que Lucílio Baptista, benfiquista assumido, está na sua ultima época e não quis perder a ultima oportunidade de jogar pelo seu clube do coração.
Se eu fosse dirigente do Sporting, na próxima época punha a jogar os juniores na Taça da Liga... Para boi, boi e meio.
Uma coisa é certa, Hermínio Loureiro acabou de perder o único clube que levou a sério as duas edições da prova. Se no ano passado o Sporting perdeu a final em penaltis, este ano perdeu-a por decreto. E viva o Benfica, meus amigos. Razão tinha Pinto da Costa em cuspir numa prova deste calibre.
Adenda: Desde hoje sou um admirador de Pedro Silva, quem se expõe assim só pode ser uma pessoa de confiança.
Sábado, 21 de Março de 2009
Sexta-feira, 13 de Março de 2009
Red Belt
Chegado ao vídeo sem passar pelos cinemas "Red Belt" é o ultimo e surpreendente filme de David Mamet. Sobre um assunto que me é caro, as artes marciais, neste caso o Jujitsu Brasileiro, que pratiquei algumas vezes.
David Mamet é mais simples e straightforward que ultimamente, conhecendo melhor aquilo que pretende para além do jogo labirintico do enredo. Praticante de Jujitsu brasileiro há 5 anos, Mamet consegue tocar em vários temas de uma vez, enquanto põe a trabalhar um heist movie qb para nos baralhar completamente as contas . Mais, "Red Belt" é o primeiro fight movie da história do cinema a tocar no tema do Jujitsu Brasileiro, o que em si é não só inédito como também de aplaudir. Surpreendente para mim é que uma arte e filosofia tão ricas como o Budo se conheçam no ocidente apenas de filmes de Akira Kurowasa e ramificações.
O Jujitsu brasileiro é a arte marcial onde a flexibilidade é a chave do sucesso e a rígidez a morte do artista. Tudo se joga com a capacidade de adaptação e antecipação do movimento em relação ao oponente. Até ao KO final. Qual xadrez corporal com o seu inevitável cheque mate.
O Jujitsu é a base por onde Mamet trabalha o filme, num enredo onde a harmonia do Dojo é subvertida pela pervesidade do mundo exterior, misturando-se aqui a temática das artes marciais com a negritude dos filmes de luta como"O Touro Enraivecido" de Martin Scorsese.
O final, impossível de antecipar, é o único buraco ou centelha de luz por onde o heroi do filme poderia passar. Surpreendendo-nos como um movimento de jujitsu que nos salve intuitivamente do inevitável estrangulamento.
"Red Belt" conta ainda com excelentes interpretações, em especial do protagonista Chiwetel Ejiofor, ritmo inebriante e a capacidade rara de me fazer entusiasmar com um filme. Aluguem-no, já que não o podem ver numa sala de cinema.
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
Madrugada
Fausto Bordalo Dias como Arthur Lee. Mesmo assim sempre Fausto, o que torna a canção ainda mais intrigante.
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Pior que a vergonha
Depois de com muita polícia à mistura terem fugido de 50 adeptos por uma porta dos fundos do aeroporto e de terem feito o mesmo no parque de estacionamento do Estádio de Alvalade, Paulo Bento e os seus meninos vão deixando as ondas de choque passarem... Hoje lá há treininho, depois há de haver uma conferência de imprensa de antevisão do próximo jogo do género "temos de saber reagir à adversidade, ficámos envergonhados mas há que seguir em frente, estamos na luta etc e tal " e já está. Com sorte ainda se ganha daqui a uma semana ao Benfica na Final da Taça da Liga e fica tudo varrido para debaixo do tapete.
Depois com ajuda de alguns adeptos panhonhas que justificam o descalabro de Munique com a diferença de orçamentos como se o Braga tivesse levado do Bayern o ano passado 25 a 0. E pronto, saem por cima do dano que causaram: a maior vergonha da história do Sporting Clube de Portugal.
Junte-se a isto o carreirismo militante de mais de metade daquele plantel e temos os ingredientes para a mesmísse do costume de um clube que talvez esteja a perder a sua mística de modo irreversível.
Espero estar totalmente errado mas para isso só existe uma hipótese: demitir já o treinador Paulo Bento - que merece toda a gratidão, consideração e respeito - como medida de exemplo do orgulho leonino e como prevenção para bandalheiras futuras. Desde já auto suspendo-me como adepto e sócio pagante do Sporting até que essa medida seja tomada. Pior que a falta de vergonha é brincar-se com as pessoas.
Depois com ajuda de alguns adeptos panhonhas que justificam o descalabro de Munique com a diferença de orçamentos como se o Braga tivesse levado do Bayern o ano passado 25 a 0. E pronto, saem por cima do dano que causaram: a maior vergonha da história do Sporting Clube de Portugal.
Junte-se a isto o carreirismo militante de mais de metade daquele plantel e temos os ingredientes para a mesmísse do costume de um clube que talvez esteja a perder a sua mística de modo irreversível.
Espero estar totalmente errado mas para isso só existe uma hipótese: demitir já o treinador Paulo Bento - que merece toda a gratidão, consideração e respeito - como medida de exemplo do orgulho leonino e como prevenção para bandalheiras futuras. Desde já auto suspendo-me como adepto e sócio pagante do Sporting até que essa medida seja tomada. Pior que a falta de vergonha é brincar-se com as pessoas.
Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Ganhar a bem
Foi uma bela e merecida vitória. Apenas falhei o autor de um golo. Em vez de Vukcevic, foi o grande Derlei e o resultado apenas pecou por muito escasso para a esmagadora superioridade da exibição do Sporting.
O arbitro Olegário Benquerença é um dos grandes perdedores do jogo. Não é agora na altura da vitória que devemos ter esquecimentos...Houve de facto dois penalties não marcados contra o Benfica e Olegário pecou demasiado na forma como apitava cada corte do Sporting na zona do meio campo perto da grande área. Não podiamos desarmar nenhum jogador do SLB, porque lá estava ele, de apito na boca pronto a marcar falta, não fosse a equipa de Quique Flores eximia em lances de bola parada... Cada corte cada falta. Mesmo a propósito, ou se quiserem, de propósito. Ele bem tentou, acreditem, mas não conseguiu.
Porém nós já estamos calejados e habituados a ganhar também a criaturas como ele. E o Benfica de tão fraco não o deixou roubar mais. Deve-se ter sentido absolvido por isso. Nós pessoalmente temos mais orgulho em ganhar assim: sem espinhas na garganta ou direito a segundas interpretações. Não é por nada, mas ser sportinguista é também isso. Ganhar a bem.
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Não é Javier Zanetti quem quer
Veja-se Javier Zannetti neste vídeo musical interista de há 5 anos e tirando Ivan Cordoba, Marco Materrazzi ou o suplente Toldo já não está lá mais ninguém nos dias de hoje. É que os jogadores inevitáveis são craques mas acima de tudo amam os seus clubes. Muito para além das experiências. Ultrapassando as listas de dispensas e as tentações do "momento". Ficam como simbolos ou bandeiras para a eternidade. Tal como pode acontecer com John Terry ou Maldini, quando quero inspirar-me num jogador de futebol, penso em "il capitano" e sonho voltar a ter no meu Sporting um jogador como ele ou como o nosso eterno 9, o Manel, Manuel Fernandes.
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Domingo Desportivo




De cima para baixo a minha ordem de preferência. Sendo que não vi a final do Australian Open. De resto, o Super Bowl visto pela primeirissima vez, encheu-me totalmente as medidas. Emocionante, épico, desconcertante, espectacular. Na Sports Illustrated foi considerado por alguns como o melhor de sempre. Sorte ou não, de agora em diante sou mais um adepto da NFL.
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Ao sabor do tempo
Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Não são delírios
E eis que passados três dias, a notícia em destaque no post abaixo é categoricamente desmentida pelo jogador. Encontra-se o desmentido aqui e aqui. O jornal "A Bola" até ao momento não deu ao mesmo qualquer destaque, nem na sua capa, nem na edição on line (pelo menos até ás 14h05 do dia de hoje). O que não será apenas incompetência, é que a fonte é o sitio oficial do Sporting. O meu post anterior foi apenas ingénuo, não eram "delírios", era benfiquismo mesmo...
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Delirios
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Os 4 caminhos
Na vida há quatro caminhos possíveis. Ou se é o Paul McCartney, ou se é o John Lennon, ou se é o George Harrison, ou se é o Ringo Starr. A mim parece-me claro (mas isso digo eu que sou uma pessoa religiosa). O caminho certo é ser o George Harrison.
(Tiago Cavaco, Voz do Deserto)
(Tiago Cavaco, Voz do Deserto)
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