quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Um cometa nas salas



Profissão: Reporter passa como uma aragem refrescante vinda de outros tempo. Intenso, belo e desesperado, é Cinema Puro, formado no espaço e com a sua própria respiração. Intemporal como sempre, Antonioni é único a deixar-nos perante o peculiar e
inimitável. Porque o segredo da viagem, está na viagem...

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Arthur Lee (1945-2006)



Morreu o autor de Forever Changes. Um dos maiores génios do psicadelismo americano anos 60. Um ícone californiano de culto que cantava com sotaque inglês. É mais um "recluso" que desaparece, num momento em que voltava em força. Tal como Brian Wilson, comparsa dos demónios das good vibrations.

sábado, 29 de julho de 2006

Breaking News - Abrupto Under Attack

Esperam-se para breve mais desenvolvimentos do Dossier Abrupto. Aguardemos pois...

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Tour de France



É com os Kraftwerk. Camera, video et photo.
(sem som, descubram que vale a pena)

Ponto da situação

Dos poucos blogues que tenho lido, congratulo-me com o regresso à actividade do Gato Fedorento e a descoberta mais que tardia de Alexandre Soares Silva, a quem nunca prestei atenção- o que é criminoso. Tem um blogue genial, muito interessante.
De resto este blogue actualizará muito pouco, andará soluçando ao sabor da falta de tempo com que ando para a blogosfera. Talvez até Setembro.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Mil vezes o Mozilla

É mil vezes preferivel aceder a este blogue via Mozilla Firefox. O Internet Explorer além de ser um péssimo Browser "amolgou" esta página. Não me importo. O que verdadeiramente me intriga é saber que em 99% dos computadores que por aí andam navegam pela Microsoft. O Internet Explorer é omnipresente, é o Mcdonnald's do acesso à net...

terça-feira, 11 de julho de 2006

Syd Barrett


Morto ou "desaparecido" há mais de trinta anos, morreu hoje Syd Barrett.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Razias

Toda a vitória da França foi uma razia. Nos ressaltos que ganhavam, no penalty quase defendido por Ricardo, nos três ou quatro quase golos de Portugal, na lesão do Miguel, no penalty perdoado como não podia deixar de ser...
Feito o ponto da situação, não quero a França campeã do Mundo. Domingo serei italiano. Porque prefiro mil vezes a Squadra Azurra. E quero ver Domenech e Jacques Chirac de trombas bem marcadas. Bem merecem.

Tempo adentro

O Tempo Suspenso faz hoje um ano. Depois mais de dois anos a ler blogues, começei do nada esta pequena aventura pessoal . Despretenciosa e inconsequente. Mas que me dá um gozo tremendo, e também a certeza que aqui ou noutro blogue, com ou sem períodos de interrupção como o das ultimas semanas, lerei e escreverei em blogues pelos anos adentro. My intention is to improve. Obrigado blogosfera.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Groove no Deserto


Nota 10

sábado, 10 de junho de 2006

Uns dias fora



Na minha segunda casa. Concordo que cinco dias sem televisão passem num instante. Três então...

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Fim de capitulo

Só pude ver os ultimos 30 minutos de jogo. Primeiro nervoso e depois feliz. Antes assim. Quebrado o hábito dos falhanços decisivos, o futuro promete. E do mal o menos: o Sporting aprende a dominar-se, factura milhões e pode preparar a próxima época de outra forma. Com Paulo Bento como treinador principal (nem outra coisa me passa pela cabeça...).
Mudando de assunto: com as catastróficas (sem aspas) descidas do Guimarães e Belenenses vejamos alguns "Estádios" do próximo campeonato, quase um terço são "quintais": o das Aves, o de Paços de Ferreira, da Choupana, da Figueira da Foz e da Amadora. O da Figueira da Foz costuma ter apenas umas 300 pessoas por jogo.

Notas sobre o Novo Mundo



"The New World" é uma história de amor e o apanhado de um tempo absolutamente decisivo na nossa história. É um filme do "concreto" a todo o preço. Com um realismo de imagética que é apenas abstração nas suas metáforas, "filme verdade" sobre uma visão de pureza, que ficou a pairar no tempo. Com o génio de Terrence Mallick, mais alto que o mundo onde vive, cheio dos maneirismos da sua condição "fora do mundo", que se revelam tão naturais como a sua própria respiração. Onde tudo é trabalhado e polido para daí nascer uma forma sólida como uma pedra, com suas leis e vida próprias.
Destaca-se aqui a actriz Q'Orianka Kilcher de uma beleza selvagem estonteante, transpondo o filme para outra dimensão, tornando-se a voz do realizador, como a havia sido Jim Caviezel em "Thin Red Line" ... Também Christian Balle com o personagem de John Rolfe, com um caracter muito forte e uma bondade sólida como uma rocha, conseguindo ao mesmo tempo colar a sua expressão a um fresco de época. Balle, este actor espantoso que foi o radical oposto em "American Psycho", assassinando gente ao som de Phil Collins.
"The New World"a uma primeira visão pede mais tempo para respirar aqui e ali. Para o personagem de John Smith, para o casamento de Pocahontas com John Rolfe, para os episódios secundários que trabalhariam para um melhor retrato de época. Mais tempo para assentar alguma poeira e gerar novos aprofundamentos.
Uma segunda visão tira grande parte dessa pretensão. O filme completa-se mais, coze melhor as suas linhas. E a imagem de retrato com que se fica do filme acaba por satisfazer. Isto numa obra de extremo rigor a trabalhar o momento, que ás vezes pesa como chumbo, que é austera. Que pede trabalho e esforço mental. Que muitas vezes não tem o ritmo que desejamos ou a que não estamos habituados, que tem a sua forma própria forma de carburar: completamente nas tintas para as nossas cogitações. E no fim vamos dali com a imagem da bela Pocahontas e daquela época distante e ingénua, com um novo mundo a rasgar-se a céu aberto e a expor as feridas e marcas de um mundo medíeval que é deixado para trás. Malick não nos dá respostas. Prefere deixarmo-nos um pouco olhar para ali, para depois nos projectarmos em direcção ao mistério.
Fala-se num Director's Cut, num outro filme entretanto esquartejado na sala de montagem. É possivel. Talvez até seja possivel que existam dois filmes dentro de um. Who Knows? Eu por mim preferia um filme de quatro horas e tal... Mesmo que me perdesse nos seus meandros, nos seus momentos...

domingo, 4 de junho de 2006

Esquizóidices

Vi há pouco na televisão. Os Red Hot Chili Peppers coesos e em grande forma a tocarem rock n roll do bom e o público a reagir gritando a plenos pulmões: Portugal, Portugal, Portugal...

sábado, 3 de junho de 2006

Mary & Abel

"Mary" é um bom filme, muito à Abel Ferrara, de quem gosto muito. Mesmo dos falhanços absolutos, como "New Rose Hotel". Mary é um filme de uma honestidade desarmante, apesar de ser mais "parcial" que outros filmes do autor. Mesmo assim a mensagem de "Mary" é deixada tão ao de leve e de forma tão ténue, que passa despercebida - o catolicismo como uma possivel cura para o caos dos nossos dias. Mais por sugestão, por um think for yourselves, é um catolicismo tão velado e escondido que apenas se pode vislumbrar a espaços no filme. É o contrario de toda a furia cheia de respostas de "Códigos da Vinci" e afins.
Ferrara não cede um ponto na sua estética. Sabe onde colocar a câmara. Pode (é dos poucos...) tocar desafinado sem que perca a sua própria respiração. Pode porque sabe, mas só o revela a espaços, daí a sua força, daí o seu mistério."Mary" é um Ferrara mais apaziguado consigo próprio, como já se viu em "R Xmas", mas as imagens de força do autor vivem sempre dentro do plano. Na forma como filma Nova Iorque, silenciosa como um deserto, quase mística, no personagem idiossincrático de Matthew Modine, num Forrest Whitaker em convulsão consigo próprio, na presença sublime de Juliette Binoche. Ferrara deixa tudo a pairar no ar, não conduz a história a uma meta definida. Prefere jogar com o estilo e com uma auto-sugestão mentalmente muito elaborada. Há quem não goste ou até o ridicularize, mas quem percebe este universo pessoal e complexo está sempre a postos para mais e mais momentos Ferrarianos. I mean it.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Bukowski



"To do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without it."

"An intellectual is a man who says a simple thing in a difficult way; an artist is a man who says a difficult thing in a simple way."

terça-feira, 30 de maio de 2006

Razões do nosso atraso

A tacanhez, a mesquinhez, o medo da mudança. A estreiteza de espirito, o nunca saber dar o braço a torcer, o medo de perguntar, o medo de saber, a batota dissimulada...Falar na falta de auto estima é além de um atavismo, um erro muito grave. O problema dos portugueses, pelo contrário, é acharem-se mais do que aquilo que são. Ou porque nasceram ensinadas, ou porque não se estão para chatear. Querem é a segurança da meia dúzia de coisas em que acham que são "experts". Perdão, espertas.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Separados à nascensa



Anthony Kiedis versus Mauricio Pinilla

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Blog Family Trees


O Lugar Comum acabou com nem um mês de actividade. Um blogue de craques na verdadeira acepção da palavra. Um pouco a fazer lembrar aquelas superbandas dos anos 60 e até 70, criadas num ápice para logo a seguir finito, como tão bem descreve Pete Frame nas suas Rock Family Trees. Todas estas mudanças, transferências e abandonos são para mim entusiasmantes. Criam um género de "história mitológica" da blogosfera. Nascida há "décadas" com a Coluna Infame.

domingo, 21 de maio de 2006

Weekend Update


Nunca as frequento, mas não tenho nada contra as touradas, se é por aqueles que foram para o Campo Pequeno ganhar o seu tempo a tentar expiar a vida dos outros, então sou definitivamente a favor. Sinceramente não achei graça á bandeira humana no Estádio Nacional, põe piroso nisso.
"O Escovilhão Chinês" por António Barreto, hoje no "Público" (inlinkável) só por si justifica a compra do jornal. No fim do artigo, sem saber bem porquê, pus-me a pensar no português endividado a tentar ir de férias para a Tunísia em Agosto tentando a toda a força arranjar uma impossivel promoção. Talvez seja por isto estar tudo ligado.

O Franco Atirador

Luis M. Jorge deixou o blogue Lugar Comum. Espero que ao menos regresse ao primeiro local do "crime", que tal como o outro, acabou cedo e deixou sede na blogosfera.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Meus 23

Eis a minha convocatória como treinador de sofá, que a selecção comigo nunca é (nem nunca foi) no Estádio. Nem em cafés, nem com bandeirinhas...Mas vibrando na mesma, antecipo aqui os meus 23. De uma coisa tenho a certeza, não serão os de Scolari, que não são dificeis de adivinhar. Excepto na questão do central ou do terceiro Guarda-Redes.
Considero criminoso deixar João Moutinho de fora. Pior ainda que uma hipotética exclusão de Ricardo Quaresma.

Ricardo
Vitor Baía
Bruno Vale

Paulo Ferreira
Abel
Marco Caneira
Nuno Valente
Ricardo Carvalho
Fernando Meira
Tonel
Zé Castro

João Moutinho
Petit
Manuel Fernandes
Tiago
Deco
Maniche

João Pinto
Figo
Ricardo Quaresma
Cristiano Ronaldo
Luis Boa Morte
Pauleta

terça-feira, 9 de maio de 2006

Aconteceu Malick



Não haja dúvidas, ninguém filma assim. Claro que o filme é muito bom, uma obra de arte para ser olhada, pensada, apreciada - sem cinismos de circunstância - as vezes que forem precisas. Aconteceu Malick. Voltarei ao filme mais tarde.

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Pat Versus Billy - The Directors Cut


Um Pat Garrett moralmente equivalente a Billy The Kid, explicando a sua redenção nos termos de “chegamos a uma idade em que já não nos apetece saber o que vai acontecer a seguir. E daí...” São os" irmãos de sangue" num lado oposto da barricada por a vida dar tantas voltas, that's what happened...
Quando no início do filme é perguntado a Billy The Kid porque não matou o seu companheiro este apenas diz: "why? He's my friend...". Talvez por isso seja Pat Garrett a ser visto morto no inicio do filme. Como se esse inicio fosse um espelho do fim. E é com esse espelho que somos confrontados ao longo de toda a trama do filme. Onde se vê Pat e Billy respeitados da mesma forma por todos. Sobretudo por Alias (um Bob Dylan au point) que é um género de eixo da acção, ponto central num círculo de opostos que se atraem. Ele, que fora de tudo é "aéreo" o suficiente para fazer derreter o coração dos dois de forma equivalente, eles que são absolutamente equivalentes.
Peckimpah filma tudo isto com a música de Bob Dylan e com o espaço dos grandes westens da história. Os diálogos são de uma síntese absoluta. Cada palavra lançada tem um significado próprio, faz parte do jogo. É dada como inevitável cartada. Há espaço ainda para a bebida, constante no filme, todos bebem muito, Pat Garrett bebe sempre. E por fim há as mulheres. Amadas tanto por um como pelo outro. Ao sabor do local onde se está, e do momento.
Com Kris Kristofferson, numa versão cool de William H. Bonney (Billy the Kid), e o grande James Coburn como um Pat Garrett mais rude que nunca, céptico até ao tutano, intratável. Um homem cheio de dúvidas que se agarrou à moralidade por ser a única corda que o sustenta. Ou então definitivamente "convertido", mas escondendo a sua verdade aos velhos companheiros. Escondendo-se por trás daquele olhar frio e indiferente.
Talvez tenha sido este estranho Pat Garrett, complexo e contraditório que tenha provocado o verdadeiro conflito de Sam Peckimpah com a MGM. Provocando a "singularidade" de um filme que não é totalmente acabado - ainda com superficies pouco polidas, a deixarem margem para um tratamento, um aprofundamento - mas que ainda assim é a peça genuína que se vê. Cheia de portas por abrir. Que é como um grande vinho de casta que foi pouco trabalhado. E que ficou aquele portento... Dê por onde der: obra-prima.
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terça-feira, 25 de abril de 2006

25 de Abril



Sempre. Fascismo nunca mais.

sábado, 15 de abril de 2006

"Páscoa"

A Assembleia da Républica "congelada", não me lembro de altura em que tenham existido tantas "justificações" em simultâneo, tudo "coincidências"...Com o "justo" e "fraterno" Manuel Alegre à cabeça, esta foi uma Pascoa de “sacrifício” e “renúncia”: museus fechados com estrangeiros de nariz na porta (a inevitável greve), uma cinemateca fechada desde quinta-feira (e não imagino quando é que as "elites" metem na cabeça que há muita malta que trabalha, e que nem todos podem desfrutar de cinema ás 15:30, que existe por exemplo o Domingo). Postos de Turismo fechados como sempre, pois é altura de "descanso". Talvez exista alguém que por exemplo decida ir a Castanheira de Pêra durante a próxima quarta-feira, ao meio dia. Aí será atendido. E assim passamos esta Páscoa neste país da Cultura do vez em quando, e na fachada, que confunde turismo com oferta hoteleira e por aí fora como sabemos.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

A History of Violence



David Cronenberg é dos poucos com bagagem para saber criar os seus próprios paradoxos. Para mudar de registos. É magnifica a transição progressiva entre a inicial estranheza Lynchiana, para a crónica da suposta harmonia familiar com as suas rotinas, e mais á frente em direcção á secura de um bom Western que poderia ser de Don Siegel com um hiper eficaz Clint Eastwood. Filme paródia e metáfora, acerca dos nossos demónios escondidos e do “paraíso perdido”. Importa aqui ver o momento do regresso do personagem de Viggo Mortesen para junto da familia. Tudo pesa ali. E tudo custa fazer sob o peso da culpa partilhada. O que se passou antes presta-se aqui “apenas” ao prazer e á eficácia em vários filmes dentro de um.
"A History of Violence" é um olhar sobre os Estados Unidos feita por um vizinho canadiano. Suficientemente distante para poder ver o todo, mas suficientemente próximo para poder conhece-lo. Sem pretenciosismos ou falsas questões, como alguém que subitamente olha para nós e nos diz que temos uma nódoa na camisa. E nós que não tinhamos reparado nisso. Se essa nódoa está agora no Iraque isso fica ao critério de cada um...

Ejaculações e Bicos de Pés

Via vários blogues dou de caras com esta frase: « Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações.» Perante tanto desassombramento e tamanha frontalidade resta-me apenas perguntar que blogues anda a ler a talvez "ofendida" Clara Ferreira Alves? Eu que tal como João Gonçalves, nem sequer a leio, já a li noutros tempos. Eu que sentado ainda continuo à espera do tal "romance" há tanto anunciado.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Olegários

Não vale a pena continuar a falar da forma como em momentos decisivos o Sporting é sempre roubado, seja de que forma fôr. O ano passado foi o golo ilegal de Luisão que deu de mão beijada o campeonato ao benfica, para a taça foi a expulsão de Hugo Viana através do "teatro" de um palhaço chamado João Pereira. E o resto viu-se. Apenas muda o adversário. Benfica, FC Porto ou o que estiver mais é mão...Coincidências que de tão previsíveis já cansam. O Sporting que diga que "acabou-se a mama". Como? Aceitem-se sugestões, gastem-se dias a pensar nisso mas alguma coisa deverá ser feita. Sob pena de para o ano termos outro "caso", e no ano a seguir talvez outro "caso" e por aí fora. Benfica ou FC Porto poderão "alternância democrática".

terça-feira, 21 de março de 2006

Portugal e Dona Fátima

Desta vez calhou numa zona onde manda a D. Fátima Felgueiras, essa ilustre refractária à justiça e ao PS. Nenhuma destas duas circunstâncias tem impedido a D. Fátima de fazer o que bem lhe apetece, incluindo ganhar eleições contra o seu ex-partido e dizer ao tribunal, sem se rir, que se "esqueceu" do passaporte no Brasil. Esta inauguração teve, por assim dizer, o "picante" de o primeiro-ministro e líder do PS se ter cruzado com a D. Fátima com quem trocou um amistoso e português beijinho. Esta cortesia mútua, acentuada depois por Felgueiras quando se referiu a "projectos" da autarquia que o governo tem apoiado, não traz nenhum mal ao mundo. Se retirarmos às peripécias da D. Fátima o seu fino recorte latino-americano, ficamos com mais uma "autarca-modelo", um daqueles e daquelas que certo país político não se cansa de parir e de "vender". O "processo" de Fátima Felgueiras nada tem de "kafkiano" e tem muito de Pedro Almodovar, por exemplo. Este país consente tudo e não se dá ao respeito. Não temos irremediavelmente vergonha.

( D. Fátima via portugal dos pequeninos)

sexta-feira, 17 de março de 2006

Velhos do Restelo

É por velhos do restelo do calibre de Dias da Cunha que o Sporting se pode transformar num Belenenses em ponto gigante (sem ofensa para o grande clube lisboeta), ou então num mega elefante branco de derrotas úteis e cheias de "credibilidade". Como alguém escreveu hoje num diário desportivo: "onde estavam estes arautos da indignação quando o Sporting alienou o pavilhão e a pista de atlétismo para a construção de um novo estádio?" E é vê-los a todos ir ao cinema do Alvaláxia e a "dinamizar" constantemente o espaço. Não gozem comigo! Sei do que falo. Vivo pertinho. Vou a pé ver os jogos e ao cinema e de vez em quando.O que vejo sempre é que nem o espaço "existe", nem o Sporting tem capacidade de o fazer existir. Esta é a dura realidade.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Rainha da Noite



Por uma vez, desde que me lembro, vejo um Oscar a ser bem dado.

quinta-feira, 2 de março de 2006

traços de Gis



(...) não me venham dizer que é normal que ainda não tenha sido mostrada, na tv ou nos jornais (que eu tenha visto, ressalvo) a cara desta mulher que morreu. não é preciso explicar que a exibição de um rosto é uma estratégia básica de humanização e identificação -- e que a sua recusa é uma estratégia básica de abolição.

queremos assim tanto que isto não tenha acontecido que negamos um rosto à vítima? queremos assim tanto esquecer aquilo que supostamente ainda não sabemos?

(Fernanda Câncio, via Glória Fácil)