sexta-feira, 16 de junho de 2006

Groove no Deserto


Nota 10

sábado, 10 de junho de 2006

Uns dias fora



Na minha segunda casa. Concordo que cinco dias sem televisão passem num instante. Três então...

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Fim de capitulo

Só pude ver os ultimos 30 minutos de jogo. Primeiro nervoso e depois feliz. Antes assim. Quebrado o hábito dos falhanços decisivos, o futuro promete. E do mal o menos: o Sporting aprende a dominar-se, factura milhões e pode preparar a próxima época de outra forma. Com Paulo Bento como treinador principal (nem outra coisa me passa pela cabeça...).
Mudando de assunto: com as catastróficas (sem aspas) descidas do Guimarães e Belenenses vejamos alguns "Estádios" do próximo campeonato, quase um terço são "quintais": o das Aves, o de Paços de Ferreira, da Choupana, da Figueira da Foz e da Amadora. O da Figueira da Foz costuma ter apenas umas 300 pessoas por jogo.

Notas sobre o Novo Mundo



"The New World" é uma história de amor e o apanhado de um tempo absolutamente decisivo na nossa história. É um filme do "concreto" a todo o preço. Com um realismo de imagética que é apenas abstração nas suas metáforas, "filme verdade" sobre uma visão de pureza, que ficou a pairar no tempo. Com o génio de Terrence Mallick, mais alto que o mundo onde vive, cheio dos maneirismos da sua condição "fora do mundo", que se revelam tão naturais como a sua própria respiração. Onde tudo é trabalhado e polido para daí nascer uma forma sólida como uma pedra, com suas leis e vida próprias.
Destaca-se aqui a actriz Q'Orianka Kilcher de uma beleza selvagem estonteante, transpondo o filme para outra dimensão, tornando-se a voz do realizador, como a havia sido Jim Caviezel em "Thin Red Line" ... Também Christian Balle com o personagem de John Rolfe, com um caracter muito forte e uma bondade sólida como uma rocha, conseguindo ao mesmo tempo colar a sua expressão a um fresco de época. Balle, este actor espantoso que foi o radical oposto em "American Psycho", assassinando gente ao som de Phil Collins.
"The New World"a uma primeira visão pede mais tempo para respirar aqui e ali. Para o personagem de John Smith, para o casamento de Pocahontas com John Rolfe, para os episódios secundários que trabalhariam para um melhor retrato de época. Mais tempo para assentar alguma poeira e gerar novos aprofundamentos.
Uma segunda visão tira grande parte dessa pretensão. O filme completa-se mais, coze melhor as suas linhas. E a imagem de retrato com que se fica do filme acaba por satisfazer. Isto numa obra de extremo rigor a trabalhar o momento, que ás vezes pesa como chumbo, que é austera. Que pede trabalho e esforço mental. Que muitas vezes não tem o ritmo que desejamos ou a que não estamos habituados, que tem a sua forma própria forma de carburar: completamente nas tintas para as nossas cogitações. E no fim vamos dali com a imagem da bela Pocahontas e daquela época distante e ingénua, com um novo mundo a rasgar-se a céu aberto e a expor as feridas e marcas de um mundo medíeval que é deixado para trás. Malick não nos dá respostas. Prefere deixarmo-nos um pouco olhar para ali, para depois nos projectarmos em direcção ao mistério.
Fala-se num Director's Cut, num outro filme entretanto esquartejado na sala de montagem. É possivel. Talvez até seja possivel que existam dois filmes dentro de um. Who Knows? Eu por mim preferia um filme de quatro horas e tal... Mesmo que me perdesse nos seus meandros, nos seus momentos...

domingo, 4 de junho de 2006

Esquizóidices

Vi há pouco na televisão. Os Red Hot Chili Peppers coesos e em grande forma a tocarem rock n roll do bom e o público a reagir gritando a plenos pulmões: Portugal, Portugal, Portugal...

sábado, 3 de junho de 2006

Mary & Abel

"Mary" é um bom filme, muito à Abel Ferrara, de quem gosto muito. Mesmo dos falhanços absolutos, como "New Rose Hotel". Mary é um filme de uma honestidade desarmante, apesar de ser mais "parcial" que outros filmes do autor. Mesmo assim a mensagem de "Mary" é deixada tão ao de leve e de forma tão ténue, que passa despercebida - o catolicismo como uma possivel cura para o caos dos nossos dias. Mais por sugestão, por um think for yourselves, é um catolicismo tão velado e escondido que apenas se pode vislumbrar a espaços no filme. É o contrario de toda a furia cheia de respostas de "Códigos da Vinci" e afins.
Ferrara não cede um ponto na sua estética. Sabe onde colocar a câmara. Pode (é dos poucos...) tocar desafinado sem que perca a sua própria respiração. Pode porque sabe, mas só o revela a espaços, daí a sua força, daí o seu mistério."Mary" é um Ferrara mais apaziguado consigo próprio, como já se viu em "R Xmas", mas as imagens de força do autor vivem sempre dentro do plano. Na forma como filma Nova Iorque, silenciosa como um deserto, quase mística, no personagem idiossincrático de Matthew Modine, num Forrest Whitaker em convulsão consigo próprio, na presença sublime de Juliette Binoche. Ferrara deixa tudo a pairar no ar, não conduz a história a uma meta definida. Prefere jogar com o estilo e com uma auto-sugestão mentalmente muito elaborada. Há quem não goste ou até o ridicularize, mas quem percebe este universo pessoal e complexo está sempre a postos para mais e mais momentos Ferrarianos. I mean it.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Bukowski



"To do a dull thing with style is preferable to doing a dangerous thing without it."

"An intellectual is a man who says a simple thing in a difficult way; an artist is a man who says a difficult thing in a simple way."