quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ao sabor do tempo
sábado, 24 de janeiro de 2009
Não são delírios
E eis que passados três dias, a notícia em destaque no post abaixo é categoricamente desmentida pelo jogador. Encontra-se o desmentido aqui e aqui. O jornal "A Bola" até ao momento não deu ao mesmo qualquer destaque, nem na sua capa, nem na edição on line (pelo menos até ás 14h05 do dia de hoje). O que não será apenas incompetência, é que a fonte é o sitio oficial do Sporting. O meu post anterior foi apenas ingénuo, não eram "delírios", era benfiquismo mesmo...
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Delirios
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Os 4 caminhos
Na vida há quatro caminhos possíveis. Ou se é o Paul McCartney, ou se é o John Lennon, ou se é o George Harrison, ou se é o Ringo Starr. A mim parece-me claro (mas isso digo eu que sou uma pessoa religiosa). O caminho certo é ser o George Harrison.
(Tiago Cavaco, Voz do Deserto)
(Tiago Cavaco, Voz do Deserto)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Do cinema
"Eitel pensava com fúria em todas as pessoas que conhecera ao longo dos anos e no desprezo que elas sentiam pelo cinema. Sim, o cinema era uma arte desprezível, uma arte italiana do século XV, em que, para conseguir alguma coisa, havia necessidade de conhecer a maneira de adular princesas e lamber as plantas dos pés a condottieri, saber urdir intrigas e organizar as artimanhas, pronunciar a pequena frase perigosa e, de uma maneira ou de outra, enganar toda a gente, exagerar os compromissos assumidos e ocultar as suas convicções até ao momento em que se pode manifestar uma delas, sem que sofresse qualquer represália, e, cinco séculos depois, na segurança de um museu, os turistas passariam obedientemente e murmurariam: "Que estupendo artista! Deve ter sido um grande homem! Repare-se nas expressões perversas dos rostos desses aristocratas..."
Norman Mailer, O Parque dos Veados
(Lisboa: Livros do Brasil, 1986; tradução de Eduardo Saló;Obra original: The Deer Park, 1955,1959)
Norman Mailer, O Parque dos Veados
(Lisboa: Livros do Brasil, 1986; tradução de Eduardo Saló;Obra original: The Deer Park, 1955,1959)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Valeram os cães

Muito fraca a cerimónia dos Globos de Ouro. Pela quantidade de baldas (Sean Penn, Javier Bardem, Woody Allen, etc e etc), pelos prémios a cheirarem a agenda comercial, e pelo ridiculo das situações criadas onde cada "piadinha" mandada ao microfone parecia tentar ser mais desastrada que a anterior.
Teve alguns aspectos curiosos a registar. Entre os menos positivos destaco a cara de Tom Cruise a encaixar mal a piada do "envelhecimento ao contrário de Sasha Barron Cohen a propósito "The Curious Case of Benjamin Button" de David Fincher - na mouche dir-se ia; a constatação de que analfabetos como Puff Daddy continuam exactamente na mesma; Kate Winslet a roçar o rídiculo de uma principiante ao receber histérica o 2ºGlobo de Ouro, simpatizo com ela, mas podia-nos ter livrado do espectáculo. Danny Boyle , o sofrível realizador de Trainspotting, a ganhar prémios com a sua nova jogada comercial, agora na India. Tem a seta apontada para os Oscares, se o seu lobby continuar á altura.
Safou-se o Globo de Ouro póstumo para o excelente Heath Ledger. Steve Spielberg com o merecido Prémio de carreira. E o regressado Michey Rourke a saber vencer, com um discurso digno, genuino, sentido e temperado com a tirada da noite, "quero agradecer a todos os meus cães". Foi a réstia de esperança.
Em baixo o registo dos Prémios:
~Lista dos Prémios – Cinema
Melhor filme (Drama): “Slumdog Millionaire”
Melhor realizador: Danny Boyle, “Slumdog Millionaire”
Melhor Actriz (Drama): Kate Winslet, “Revolutionary Road”
Melhor Actor (Drama): Mickey Rourke, “The Wrestler”
Melhor filme (Comédia ou Musical): “Vicky Cristina Barcelona”
Melhor Actriz (Comédia ou Musical): Sally Hawkins, “Happy Go Lucky”
Melhor Actor (Comédia ou Musical): Colin Farrell, “In Bruges”
Melhor argumento: “Slumdog Millionaire”
Melhor Actor Secundário: Heath Ledger, “Batman, o Cavaleiro das Trevas”
Melhor Actriz Secundária: Kate Winslet, “The Reader”
Melhor filme estrangeiro: “Valsa com Bashir”, Israel
Melhor filme de animação: “Wall-E”
Melhor Banda Sonora Original: “Slumdog Millionaire”
Melhor Canção Original: Bruce Springsteen por “The Wrestler”
Lista dos prémios – Televisão
Melhor Série Dramática - Mad Man
Melhor Actriz (Drama) - Anna Paquin, “True Blood
Melhor Actor (Drama) - Gabriel Byrne, “In Treatment”
Melhor Série Musical ou Comédia – “30 Rock”
Melhor Actriz (Musical ou Comédia) - Tina Fey (30 Rock)
Melhor Actor (Musical ou Comédia) - Alec Baldwin (30 Rock)
domingo, 11 de janeiro de 2009
O bom do MEC

Muito ganha o "Público" com as novas crónicas diárias de Miguel Esteves Cardoso. Em cada dia, sai uma "iguaria". Grande escrita, tiradas de(o) génio, enorme inteligência, humor finíssimo. Sei lá que mais. Sobram adjectivos, e a falta que MEC nos fazia.
Com a devida vénia, não resisto a reproduzir isto, tem dedicatória.
"Durante décadas, quando ser consumidor era praticamente o mesmo que ser comunista, guiávamo-nos todos por uma tabela que por cá nunca falhava: estrangeiro=melhor=mais caro.
Quem fosse pobre ou tivesse um carinho fascista pela mediocridade, comprava nacional. Ou, pela calada, pedia a um fascista amigo para trazer do estrangeiro, onde era sempre mais barato.
Hoje, esta regra está sob ataque. Nas frutarias e sapatarias; nos Aldis e Lídeis; o nacional é que é bom; o nacional é que é mais caro; o nacional é que é o único que se "pode levar à vontade."
Todo um sistema de valores se inverteu. A nossa moe-da já vale tanto como uma libra esterlina; os dólares, tal como a libra livreira, começam a tornar-se uma memória distante, do Cinema. Mas só ontem é que a velha hierarquia veio abaixo. Lia-se na página 30 do PÚBLICO: o SG Filtro vai passar a ser mais caro do que o Marlboro. Sim, o baixote e ordinareco SG Filtro de Xabregas, que eu comprava quando não tinha dinheiro para o Marlboro comprido e show off da Virgínia, dos filmes e da Fórmula 1, vai ser o cigarro de quem quer fazer-se passar por cosmopolita e milionário.
Já estou a ver os anúncios, caso os permitissem: "Sim, sou um oligarca russo - fumo SG Filtro à fartazana!". Ou: "Não é por estar desempregado que dispenso o cigarrinho: vai sempre um Márlubóro enquanto estou na bicha para a sopa; ai nanas!".
Espero bem que os fascistas estejam satisfeitos. "
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