domingo, 17 de maio de 2009
A Direita é a minha bússula
Ficar chocado com a glorificação de Che Guevara, num contexto e circunstâncias históricas muito próprias, passadas há 50 anos e nem sequer verter um caracter escrito do mesmo "choque" quando Che é comparado a Hitler é todo um programa. Todo um programa. Eu que me encontro mais à direita que o meu companheiro de blogue descubro-me com a esquerda nestas coisas. Já estou como Miguel Sousa Tavares "descubro que sou de esquerda quando oiço a direita a falar". Vou até mais longe, para mim a direita é a minha bússola. É sempre bom ter uma bússola. Che Guevara foi um personagem controverso? Sim. Assassinou gente na revolução?Também. Acreditava na ditadura do proletariado e numa igualdade que eu não subscrevo? Idem. Mas daqui a transformar o homem num calígula sanguinário ou ousar mesmo que levianamente compará-lo a Hitler vai uma certa distância. Talvez patológica, para não ir mais longe. Isto para dizer que esta entrevista e este post são um nojo. O sentido das proporções realmente não se coaduna com clubites partidárias. Neste caso, coitadas das clubites da bola que não têm culpa nenhuma...