quinta-feira, 4 de março de 2010
O som de SOLARIS
A banda sonora sonora de Cliff Martinez não só complementa o livro como apara os golpes ao decepcionante filme de Soderbergh. Martinez só pode mesmo ter emergido bem dentro do fantasmagórico e desconcertante romance de Stanislaw Lem. De lá saindo com os sons do oceano vivo...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Bobby Cassidy

Confesso que já estava à espera, mas "Bobby Cassidy: Counterpuncher" de Bruno de Almeida enche mesmo as medidas. Transbordante de força e da emergência de um ultimo Assalto ao qual não podemos faltar. Nele estão contidas a raiva, a rejeição, a paternidade, o amor... Isto do boxe como metáfora da vida não é aqui nenhum cliché. Vem mesmo das visceras.
Vi-o no dia seguinte à estreia, logo passados 5 dias passou para sessão única às 19 horas. Sobram agora duas sessões, às 19 horas no King, considerem-se avisados.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
101

Parabéns Manoel de Oliveira. 101 velas e a realizar dois filmes por ano. Grande cineasta, goste-se ou não. Para mim como que alternando entre a genealidade de um "Vou para Casa" e o desencorajo de um "Palavra e Utopia". Qualquer dia poderei achar o contrário, daí que perante isto, pouco valham agora estas minhas subjectivas considerações pessoais. Vai ficando sempre a coragem e visão únicas de Oliveira. E a ideia que o país não dá conta do real valor deste homem.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Questões de perspectiva
domingo, 1 de novembro de 2009
António Sérgio

Há quase vinte anos que o ouvia. Foi com ele que conheci pela primeira vez bandas como os Husker Du, My Bloody Valentine ou mesmo os Nirvana. Sou concerteza da terceira ou mesmo quarta geração de pessoas que muito devem da sua instrução músical a António Sérgio. Nos dias de hoje e num passado não muito distante, com uma rádio cada vez mais comercialóide, medíocre, aborrecida e repetitiva, António Sérgio era ainda um dos poucos que sabiam resistir. Estaria agora a ensinar mais uma geração de ouvintes que através dele percorreriam mais bandas, mais tendencias, mais estilos, mais Música...Depois do cinema ter perdido Bénard da Costa é agora a rádio que perde um dos insubstituíveis.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Vertigem e Conforto

Gostei deste Michael Mann. Histórica verídica da ultima etapa de vida do famoso assaltante de bancos Joe Dillinger, após a sua fuga da prisão. É um retrato muito bem ilustrado de uma época e de um tempo. Numa batalha em campo aberto, sem mediação, entre Dillinger e o metódico detective Melvin Purvis. Em Dillinger está lá o homem, o sofredor, o injustiçado que esteve 8 anos preso por ter assaltado uma mercearia, vivendo o pós-prisão com uma infindável dose de confiança, inteligência e coragem que o parece tornar indestrutível. É quiça a faculdade dos homens que querendo-se vingar da injustiça do mundo, sentem que já não têm nada a perder. É aqui preciso deixar a ressalva que Dillinger jamais robou um individuo na sua segunda vida de assaltante, "apenas" assaltava bancos, o que o tornava num herói do povo em tempos de miséria da Grande Depressão.
Como em "Heat - Cidade Sobre Pressão", "Public Ennemies" desenvolve o temática do jogo do gato e do rato. Dillinger (Johnny Depp) está sempre ao ataque e Purvis (Christian Balle) pratica um calculado cattenaccio, neutralizando as armas e o terreno que Dillinger havia conquistado para no final, numa jogada de pura artimanha, atacá-lo inesperadamente. Já decorria um ano de duelo épico que se eternizava : cheio de sangue, golpes, contragolpes e provocações temerárias de Dillinger. Acabando no fim por ser a "erva daninha" a corroer o destino do protagonista e dar a vitória a Purvis. A propósito, a denunciadora romena Anna Sage acabaria mesmo por ser deportada. Algo que não surge nas legendas finais dos destinos dos protagonistas, o que poderia acentuar o efeito queima roupa do golpe final.
"Public Ennemies" é um dos melhores filmes de Mann. Ponho-o ao lado de Heat - Cidade sobre Pressão", atrás de "Insider" e mais atrás ainda da obra-prima "Miami Vice" (o filme).
Michael Mann é um realizador moderno e peculiar na forma como encadeia os planos e sabe iluminar os seus filmes. Conjugando tudo com um fundo musical e banda sonora que nos transporta para um género de conforto tenso. Essa marca muito própria, em consonância com uma temática adulta e intelectualmente masculinizada, é uma reflexão e ilustração do tema do homem livre em suspenso contra o mundo. Não existe ali possível mediação, a acção está na carne e no osso. A aniquilação absoluta é algo iminente. O jogo do gato e do rato encontra-se também na dialéctica conforto versus liberdade. Mas é neste jogo que está o motor dos melhores filmes de Mann. Por vezes acelera, tornando-se vertiginoso e acelerando o climax. Outras vezes deixa-nos num limbo, como o silêncio que anuncia a tempestade.
Este é em minha opinião o grande trunfo do cinema de Mann - o saber combinar a estética com a vertigem. De uma forma que nos faz dar como muito bem entregue o tempo dedicado a ver alguns dos seus filmes.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sinatra, a Mafia e Scorsese

Já muitos desconfiavam das ligações de Frank Sinatra à Mafia. Outros tinham mais certezas. Frank Sinatra estava pelo menos bem conectado com alguns Wise Guys.
O escritor Mario Puzzo, autor da saga "O Padrinho" misturando a sua imaginação com factos e personagens reais, criou o cantor Johnny Fontane a pensar em Frank Sinatra.
Para aprofundarmos o tema para além das insinuações e desconfianças, recomendo a tão excelente como arrepiante série documental Crime Inc, de inicios dos anos 80, onde num episódio o antigo chefe da Mafia de Los Angeles Jimmy Fratianno põe a água na fervura em relação aos supostas conexões de Sinatra. Fratianno foi um dos mais proeminentes mafiosi a entregar-se ao FBI, acabando por ser importante na denúncia de figuras chave da Cosa Nostra norte-americana como o poderoso Carmine "The Snake" Persico , o boss da família Colombo.
Existem também relatos acerca de uma certa atitude "tu sai-me da frente..." com que Sinatra circulava pelos casinos de Las Vegas nos anos 60, comandados na altura pelo Chicago Outfit. Não se sabe ao certo se derivava da atitude de estrelato ou das costas largas que o cantor e actor teria naqueles tempos.
Como já se sabe, Martin Scorsese vai realizar um filme sobre a vida de Frank Sinatra, é uma excelente notícia. Scorsese como amante da verdade e perscutador cinematográfico dos lados sombrios da existência, de certo não irá passar um "lápis azul" aos aspectos mais negros da vida de Sinatra. Pode-se compreender que a familia não tenha gostado mesmo nada da ideia. Mas passando em frente, Scorsese tem tudo para criar dali uma bomba cinematográfica, o tal clássico que não se vê desde "Good Fellas". Em primeiro lugar porque é um melómano assumido, com os seus filmes e documentários sobre músicos ou filmagens de concertos - Bob Dylan, Rolling Stones, The Band, os Blues... Depois pela forma como sabe enquadrar a música nos seus filmes - "Good Fellas", "Casino", "Taxi Driver", "The Departed", etc e etc. Aí acabou por fazer escola e ter em Quentin Tarantino um digno continuador...
Como Sinatra, Coppola ou De Niro, Scorsese tem raízes com o modus vivendi e tradições da comunidade italo-americana. Cresceu paredes meias com a Mafia em Little Italy. Conhece o enredo como ninguém, o que certamente contribuiu para pérolas cinematográficas como o excelente "Mean Streets" sobre a Máfia "soldado raso", ou o também excelente "Casino" com o Chicago Outfit em Las Vegas e a obra-prima "Good Fellas" sobre Henry Hill e meandros da familia Lucchese.
Por fim a tumultuosa personalidade do genial Frank Sinatra, aventureira e (auto) destrutiva tem algo de Scorsesiano. De certo haverá também um lado mais luminoso, amigável e criativo a explorar. Vamos esperar para ver como será tudo transformado em Cinema.
(Na foto acima, vê-se Sinatra em 1976 com Carlo Gambino, Paul Castelano e Jimmy Fratianno entre outros "Good Fellas")
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Eleições - Nada de absoluto
- O PS ganhou as Eleições Legislativas. Com uma maioria relativa, é certo, mas é quem vai comandar os destinos do país na próxima legislatura. Mesmo perdendo a maioria absoluta, venceu as Eleições. Em competição governativa interessa sobretudo ganhar, não tanto com quantos pontos se ganha. É tão simples como isso? É.
- O CDS foi um grande vencedor da noite. Teve uma votação esmagadora, com um número de deputados que irá dar muita força ao anterior partido do Táxi. Convém contudo aos centristas não embadeirarem em arco - a maior parte do seu eleitorado veio de descontentes do PSD e de descontentes que antes votaram no PS, que recusando votar à esquerda, também não decidiram votar PSD, por todos os óbvios motivos que se sabem. Está muito longe de ser um eleitorado fixado. Paulo Portas é inteligente e percebeu isso, tentando desde já no seu discurso trabalhar a fixação desse eleitorado. Sinal que tem os pés assentes na terra.
- Pelos motivos invocados acima e mais alguns, o PSD foi o grande derrotado. Deitou tudo a perder pela campanha e falta de visão de Manuela Ferreira Leite. Por tentar queimar étapas através da calúnia e demagogia barata, pelo papel de Cavaco Silva e da insinuada"asfixia democrática" vinda de umas escutas inventadas com um temporizador. Pelas candidaturas de António Preto e Helena Lopes da Costa. E last but not least, pela incapacidade de comunicação ao país e de mobilização do partido. O PSD ainda terá uma longa travessia pela frente, seguramente muito além do próximo Congresso...
- O Bloco de Esquerda subiu para mais do dobro a sua votação, mas não terá em si o poder de fazer uma maioria absoluta com o PS. Se provocar demasiado José Sócrates, corre o risco de vê-lo legitimar-se à direita, ou então a tentar forçar a ingovernabilidade do país, o que ao longo da nossa Democracia sempre foi meio caminho andado para novas maiorias...
- A CDU ganhou um deputado, mas perdeu dois lugares nas preferências dos portugueses. Teve uma noite amarga. E das duas uma, ou ganhará tempo com o próprio tempo, ou terá de mudar a sua estratégia de comunicação. Principalmente nos grandes centros urbanos, onde infelizmente os votos contam mais do que no Alentejo e outras zonas do interior do país.
- A esquerda terá necessariamente de se entender. Faz no Parlamento maioria absoluta com o PS. Mas nenhum dos seus partidos isoladamente o consegue fazer, coisa que o CDS infelizmente consegue. Nada será estático nesta legislatura.
- Na "Liga dos Últimos" o PCTP-MRPP de Garcia Pereira teve mais de 50 mil votos. Há muito que anda há beira de eleger um deputado. O golpe de asa virá da recheada carteira do seu líder?
- Como muitos já salientaram, foi bom não haver uma maioria absoluta. Foi um regresso da política ao dia a dia das pessoas. Ainda bem.
Imagem - DN on Line
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Dinosaur
O novo album dos Dinosaur Jr. é uma fascinante viagem ao passado agora presente. Eles estão cá.
sábado, 22 de agosto de 2009
Do alto da falésia

"O mundo é hoje, para os nossos contemporâneos das cidades, um parque temático. Anulámos todos os sensores. Alguém, a quem pagámos num contrato social paradoxalmente sem propinas, estudou e anulou os perigos. Alguém vigia. Deitamo-nos debaixo das arribas. Penduramos as toalhas na sinalética de aviso.
Ruiu a falésia. Vem o Pai, o Tutor e os prefeitos. E o responsável do Parque de Diversões. E essa gente do Estado menos Estado. Quarenta carros, quatrocentos homens. Amanhã instalaremos sinalética adequada, de maiores dimensões. Depois, em acção punitiva, derrubaremos a arriba assassina. E em breve todas as arribas e todas as falésias. "
Ler tudo aqui.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Kind of Blue
A perfeição improvisada. O clássico dos clássicos dos clássicos. O eterno "Kind of Blue" faz hoje 50 anos.
sábado, 15 de agosto de 2009
40 Anos de Woodstock

Sem Bob Dylan, os Beatles, os Stones, os Doors ou os Kinks. Mas com Jimi Hendrix, Crosby, Stills, Nash & Young; Sly & The Family Stone, The Who, Creedence Clearwater Revival, The Band, Grateful Dead, Janis Joplin, etc, etc e etc. E mais de 500 mil pessoas numa celebração em nome dos ideais de paz, amor e muita droga à mistura.
Foi o festival que marcou o principio do fim dos anos 60 e anunciou muito do que estaria para vir. Deu força a uma geração em luta contra os poderes instituídos e contra o conservadorismo vigente numa sociedade em transformação. Foi também um massivo e esmagador protesto pacífico contra a guerra do Vietname. Para mim, que ainda estava longe de estar vivo, de Woodstock ficou-me Jimi Hendrix, um inspirado Richie Havens a cantar sem dentes - como protesto ou para soar melhor ainda não sabemos; um documentário excelente, janados, confusão, lama e alguma música soberba.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Les Paul (1915 – 2009)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ai Laurinda

Laurinda. Não te cuides e cultives depressa ou não tarda nada ainda te dedicam um site. Se não sabes, fica quieta. Ou então não arrisques. É melhor, até porque em calinadas já andas à frente do Sousa Cintra. Se fosses a Margarida Rebelo Pinto, o Santana Lopes ou o Jardel estavas tramada. Com...
Os Roisin Murphy, não Laurinda é a cantora Roisin Murphy. Já esteve numa banda, os Moloko, mas já não está, separaram-se. Não faças confusão. Se não sabes, pergunta.

Laroche Foucault, não Laurinda, é La Rochefocauld, filósofo e moralista da aristocracia francesa do século XVII.Há um excelente livrinho de aforismos dele no mercado. Deve custar hoje menos de 5 €. Vale muito a pena.

A escritora Evelyn Waugh, não Laurinda é o emblemático escritor britânico Evelyn Waugh. Infelizmente nunca o li. Mas não o conheces ao menos da excelente e famosa série de televisão?

É melhor ficarmos por aqui.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
JOSH HOMME NA GUITARRA E VOZ

JOHN PAUL JONES NO BAIXO E TECLADOS

DAVE GROHL NA BATERIA

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ALLAN JOHANNES NA GUITARRA
São os Them Crooked Vultures. Já têm album pronto. Não procurem em todos os sites do mundo, não os conseguem ouvir ainda. O silêncio anuncia a tempestade.
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