quinta-feira, 21 de maio de 2009

João Bénard da Costa


João Benard da Costa deixa de alguma forma orfão o cinema português. Era aquele a quem todos olhávamos de baixo, como num plano contrapicado. Do Cinema que o apaixonava ensinava-nos a vê-lo, a pensá-lo, a interpretá-lo, a sermos mais cinéfilos.
Das coisas que sempre me irei lembrar na vida eram aquelas folhas A4 da Cinemateca que eram ao mesmo tempo crónicas e crítica cinematográfica. Nunca as lia antes do filme. Era lidas depois, como uma sobremesa. Mas eram muito mais que uma sobremesa. Eram outro filme dentro do filme. Autênticos segredos que João Benard da Costa nos revelava, aumentando o nosso fascínio pela Sétima Arte.
João Benard da Costa foi também um grande escritor. Os textos que conheci publicados no jornal "Público" mostravam um homem cultíssimo, sábio, de uma dimensão gigantesca e dono de uma escrita ao nível da grande literatura.
João Benard da Costa foi um homem superior e criou uma Cinemateca que orgulha qualquer lisboeta ou português que se preze. É uma enorme perda para Portugal, para a cultura portuguesa e para o Cinema. Os Mestres não se esquecem.

domingo, 17 de maio de 2009

A Direita é a minha bússula

Ficar chocado com a glorificação de Che Guevara, num contexto e circunstâncias históricas muito próprias, passadas há 50 anos e nem sequer verter um caracter escrito do mesmo "choque" quando Che é comparado a Hitler é todo um programa. Todo um programa. Eu que me encontro mais à direita que o meu companheiro de blogue descubro-me com a esquerda nestas coisas. Já estou como Miguel Sousa Tavares "descubro que sou de esquerda quando oiço a direita a falar". Vou até mais longe, para mim a direita é a minha bússola. É sempre bom ter uma bússola. Che Guevara foi um personagem controverso? Sim. Assassinou gente na revolução?Também. Acreditava na ditadura do proletariado e numa igualdade que eu não subscrevo? Idem. Mas daqui a transformar o homem num calígula sanguinário ou ousar mesmo que levianamente compará-lo a Hitler vai uma certa distância. Talvez patológica, para não ir mais longe. Isto para dizer que esta entrevista e este post são um nojo. O sentido das proporções realmente não se coaduna com clubites partidárias. Neste caso, coitadas das clubites da bola que não têm culpa nenhuma...

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Verdadeira Tourada


Uma coisa que me irrita nesta polémica dos animais de circo e das touradas é a tendência tão irritante como estúpida de tentarmos mandar nas capelinhas uns dos outros. Então em Sintra devém sentir-se uns Civilizadores. Logo o Concelho de Sintra, com as suas centenas de problemas delicadíssimos, começando pelos cancerígenos Cabos de Muito Alta Tensão a céu aberto no Cacém, até aos brutais níveis de marginalidade, delinquência e violência que qualquer dia podem explodir em qualquer coisa de terrível.
Tenho a dizer que aprecio touradas quando as vejo e sinto repulsa pelo Circo: repugna-me com animais, com trapezistas ou com os tristes palhaços. São gostos.
As Touradas são números de uma enorme emoção, mística e espectacularidade. Rituais de tragédia e dor mas também de beleza e verdadeiro heroísmo. É simplesmente estúpido e ignorante reduzi-las a um número de barbarie ou dizer que é mera diversão à custa do touro. É mais um reflexo desta superficialidade que nos corrói. Se tirassem os olhos obstinados daquilo que os repugna e é fácil de atacar com o colete à prova de balas do politicamente correcto, veriam que a carne de porco e de vaca que comem - nem falemos das galinhas e afins... - é obtida através de formas de matança muito mais violentas e bárbaras do que aquilo que imaginam. Depois de uma vida miserável, sem um palmo de terra para se mexerem e alimentados a rações de químicos. Arrisco dizer, vivendo muito pior do que qualquer touro que tenha nascido até agora no planeta Terra.
Podiam também olhar para alguns produtos de cosmética, cremes ou perfumes que muito provavelmente usam e são muitas vezes obtidos através de experiências com animais - gatos, macacos, coelhos, ratos, you name it...Isso a mim faz-me muito mais impressão que as touradas, mas são gostos.
Li na "Pública" do ultimo Domingo que existem cientistas que acreditam que as lagostas, os peixes e os moluscos afinal sentem dor. Se o conseguirem provar vou estar de ouvidos e olhos bem abertos...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vasco Granja (1925-2009)


Lembrar Vasco Granja é regressar aos momentos de infância sentado em frente ao velho televisor a ver aquela tão genuína extrema simpatia a falar connosco.
Lembrar Vasco Granja é recordar a partilha e o entusiasmo por aquelas geniais animações fora do comum, onde eramos obrigados a imaginar e a pensar. Onde mesmo que não entendesse nada daquilo, ficava a gostar na mesma. Eram animações cheias de força, imaginação, originalidade. Fora de tudo o que se via.
Vasco Granja tinha no ecrã um tipo de sensibilidade muito própria, que já não se vê, que muito provavelmente já não existe.

domingo, 10 de maio de 2009

NOVA IORQUE


Cidade dos Deuses. Conferir aqui. De cortar a respiração.

(Via O Jansenista)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A César o que é de César


Ia escrever que o Scolari de tão sortudo tão sortudo tão sortudo ia acabar por juntar uma Champions League ao seu curriculo, mas o FC Barcelona lá acabou por conseguir a final á custa de uma arbitragem ao nível de um Olegário Benquerença ou Bruno Paixão On The Rocks .
Foram quantos penalties por marcar a favor do Chelsea? Três, quarto? Torci efusivamente por um Barça espéctacular, não por um Barça batoteiro. Pelo que aconteceu hoje, a melhor equipa do mundo devia estar fora pelo génio táctico de Guus Hiddink. Ou então instituam-se pontos á espectacularidade ou a vitórias morais.
Isto se as regras do jogo fossem respeitadas, mas como sem o dinheiro sujo de Abramovich talvez o Chelsea estivesse a lutar para não descer de divisão, quero este ano o FC Barcelona Campeão Europeu.

Adenda: Daqui a uns dias o futebol, o Sporting e outros desportos passam a ser comentados aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Che de Soderbergh (II)


Ao entrar-se na Segunda Parte retoma-se a marcha do filme. Como o regresso a um livro que se tenha interrompido por uns tempos.
Centrado directamente na Bolívia e omitindo o fracasso do Congo e as viagens pela Europa comunista, "Che II" volta a pôr Che Guevara no cerne da acção que realmente conta para a vitória e derrota da "Revolución" - a Guerrilha.
Muito falhou na Bolívia. A falta de apoio do Partido Comunista Boliviano, os erros individuais de muitos, incluíndo Che Guevara, que estranhamente não preparou as operações de forma conveniente, confiando numa vaga de fundo que nunca existiu, pelo contrário, da esperança logo se passou para o desespero e martirio. Do Che herói para o Che Martir, como Cristo pregador a Cristo crucificado
O "Che" de Soderbergh tal como "Barry Lindon" de Stanley Kubrick, joga com os dois lados de uma imagem. A Luz e a Sombra. O Positivo e o Negativo. A cor a esbater-se no branco final.
Todo o movimento de ascensão de Che Guevara como herói aqui se torna negação vertiginosa. O antigo exército de entusiastas passa a grupo de farrapos humanos. O processo de ascese é superiormente filmado com a imagem suja e a Câmara á mão a dar a noção do real desconforto, a encerrar-nos no Mato. Dolorosa e sofridamente vamos partilhando a mesma poeira da guerrilha. Com o Céu e o Inferno lá dentro.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O meu Sporting



Para o bem e para o mal, Filipe Soares Franco continua a ser o meu Presidente. Com todos os seus defeitos e coisas que detesto, a linha iniciada por José Roquette é o melhor caminho para o futuro do Sporting. Foi o melhor no passado, é-o no presente e acredito também que é o único caminho viável para um futuro que se prevê muito difícil. Quase crítico.
Depois de década e meia a penar em terceiros e quarto lugares, sob presidências como a de Jorge Gonçalves, Amado de Freitas (que não teve culpa nenhuma)e Sousa Cintra, o Sporting chegou ao patamar de eterno derrotado sob as eternas promessas de aventureiros do golpe e do protagonismo.
Foi com José Roquette que o Sporting ganhou um rumo. Devemos honestamente reconhecer e agradecê-lo. Com o caminho iniciado por Roquette o Sporting ganhou títulos, bateu records (2 campeonatos, 3 Taças de Portugal, umas quantas supertaças, uma Final da Taça Uefa e vários apuramentos para a Liga dos Campeões), construiu um magnífico estádio, uma academia que é a melhor da Europa, tornou-se a melhor escola de formação de jogadores de futebol do mundo(com a particularidade de os obrigar a estudar até ao 12ºano), teve o necessário saneamento financeiro, ganhou credibilidade, ganhou RESPEITO! Com méstria, paciência, saber, garra, e infelizmente, a ajuda dos bancos. É aos bancos que temos de pagar uma enormidade ao ano. Precisámos deles. Paciência. Somos sérios. É a vida.
Isabel Trigo Mira, Dias da Cunha e outros dizem que o Sporting vai passar a ser dos accionistas e deixar de ser dos sócios. Acreditam que Sporting e Sporting SAD sejam duas entidades diferentes. Têm medo que alguma vez um clube como o Sporting caia nas mãos de um aventureiro endinheirado sem que os adeptos tenham o poder supremo de decisão. Tudo queixas a ter em conta. Realmente sabem pegar no medo dos sportinguistas...
Pena é que não tenham o mesmo receio do clube ficar em completa insolvência, sem confiança, nome ou força, entregue à rua e ao Deus dará. Dependente de esmolas, quotas e pouco mais. Aí gostava aí de ver o Dr. Dias da Cunha a mandar baboseiras na televisão. Como o não vi no tempo em que ninguém queria pegar no Sporting a não ser a pior ralé do dirigismo. Com muitos sócios, muita mística, zero títulos e sem o "tirano" do Filipe Soares Franco, que vejam lá, vai fazer o Sporting desaparecer em 10 anos, palavras de António Dias da Cunha. Só podiam mesmo vir com essa, para não nos lembrarmos dos tempos da "peixeirada", do "pró ano é que é". Tempos em que não os vi a mexer uma palha enquanto perdíamos em grande e em toda a linha. Se calhar razão tem José Roquette quando diz que "oposição não tem alternativas, acha que a solução é não pagar".

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Che de Soderbergh


Mais cinema que biopic, mais Robert Bresson que Oliver Stone, gostei muito da contenção, sujidade e rudeza de "Che, O Argentino". Filme honesto e esforço cinematograficamente estimulante, o realizador Steven Soderbergh é muito cuidadoso na forma como aborda os temas óbvios do filme: os ideiais e a génese de todo o movimento revolucionário cubano e por outro lado os fuzilamentos e a dura disciplina necessária a uma revolução de contornos ideológicos absolutos.
Nos dois pratos da balança, Che Guevara sai no filme claramente beneficiado, sem lugar a excessivos entusiasmos. "O Argentino" (ainda não vi a 2ª parte)é um filme fechado e é um filme deste tempo.Ponto.
É por ter um lado mítificador que Che Guevara se tornou um personagem tão universalmente interessante. No seu ideal pode dar azo a váriadas interpretações. O actor Benício Del Toro dá a Guevara uma versão autêntica daquilo que pode ter sido em vida, dentro da linguagem própria do filme que quer criar dali o seu próprio objecto cinematográfico, mais que um objecto histórico. Benício "acredita" como acreditaria se estivesse ali naquelas circunstancias. Não actua como se acreditasse.
Talvez muitos pensem que o "O Argentino" se fecha um pouco num certo vazio e não tenha o corpo e a dimensão que o acontecimento da Revolução Cubana pedia. Eu penso que é precisamente aí que está o interesse do filme como cinema: é um filme narrativa sem antes nem depois, apesar de todas as cambalhotas e flashbacks. Existe o que se mostra e daí vamos decompondo o nosso Che Guevara, dentro da guerrilha e nos diferentes "tempos presentes" a sobreporem-se uns aos outros. É narrativamente primorimorosa a forma como vai sendo alternado o Che guerrilheiro, com Che no seu discurso das Nações Unidas para regressar ao Che alfabetizador e por aí fora. Sem ponta de pretensão, seco, cru, fazendo-nos sentir a poeira e sujidade da terra, "Che,O Argentino" é um filme que se sabe pensar a si mesmo. (Continua...)

Stone Roses


Um dos clássicos dos clássicos já faz 20 anos. Quem ainda se lembra que os Roses eram a maior promessa de banda desde os Beatles?

domingo, 22 de março de 2009

Lucílio Baptista


Não o vejo neste vídeo de cima. Provavelmente estará desactualizado, o vídeo... Não, é apenas uma brincadeira de mau gosto para não dizer que Lucílio Baptista, benfiquista assumido, está na sua ultima época e não quis perder a ultima oportunidade de jogar pelo seu clube do coração.
Se eu fosse dirigente do Sporting, na próxima época punha a jogar os juniores na Taça da Liga... Para boi, boi e meio.
Uma coisa é certa, Hermínio Loureiro acabou de perder o único clube que levou a sério as duas edições da prova. Se no ano passado o Sporting perdeu a final em penaltis, este ano perdeu-a por decreto. E viva o Benfica, meus amigos. Razão tinha Pinto da Costa em cuspir numa prova deste calibre.

Adenda: Desde hoje sou um admirador de Pedro Silva, quem se expõe assim só pode ser uma pessoa de confiança.

sábado, 21 de março de 2009

Nick & Neko


sexta-feira, 13 de março de 2009

Rock'n'Roll's Eldorado

Red Belt


Chegado ao vídeo sem passar pelos cinemas "Red Belt" é o ultimo e surpreendente filme de David Mamet. Sobre um assunto que me é caro, as artes marciais, neste caso o Jujitsu Brasileiro, que pratiquei algumas vezes.
David Mamet é mais simples e straightforward que ultimamente, conhecendo melhor aquilo que pretende para além do jogo labirintico do enredo. Praticante de Jujitsu brasileiro há 5 anos, Mamet consegue tocar em vários temas de uma vez, enquanto põe a trabalhar um heist movie qb para nos baralhar completamente as contas . Mais, "Red Belt" é o primeiro fight movie da história do cinema a tocar no tema do Jujitsu Brasileiro, o que em si é não só inédito como também de aplaudir. Surpreendente para mim é que uma arte e filosofia tão ricas como o Budo se conheçam no ocidente apenas de filmes de Akira Kurowasa e ramificações.
O Jujitsu brasileiro é a arte marcial onde a flexibilidade é a chave do sucesso e a rígidez a morte do artista. Tudo se joga com a capacidade de adaptação e antecipação do movimento em relação ao oponente. Até ao KO final. Qual xadrez corporal com o seu inevitável cheque mate.
O Jujitsu é a base por onde Mamet trabalha o filme, num enredo onde a harmonia do Dojo é subvertida pela pervesidade do mundo exterior, misturando-se aqui a temática das artes marciais com a negritude dos filmes de luta como"O Touro Enraivecido" de Martin Scorsese.
O final, impossível de antecipar, é o único buraco ou centelha de luz por onde o heroi do filme poderia passar. Surpreendendo-nos como um movimento de jujitsu que nos salve intuitivamente do inevitável estrangulamento.
"Red Belt" conta ainda com excelentes interpretações, em especial do protagonista Chiwetel Ejiofor, ritmo inebriante e a capacidade rara de me fazer entusiasmar com um filme. Aluguem-no, já que não o podem ver numa sala de cinema.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Madrugada


Fausto Bordalo Dias como Arthur Lee. Mesmo assim sempre Fausto, o que torna a canção ainda mais intrigante.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pior que a vergonha

Depois de com muita polícia à mistura terem fugido de 50 adeptos por uma porta dos fundos do aeroporto e de terem feito o mesmo no parque de estacionamento do Estádio de Alvalade, Paulo Bento e os seus meninos vão deixando as ondas de choque passarem... Hoje lá há treininho, depois há de haver uma conferência de imprensa de antevisão do próximo jogo do género "temos de saber reagir à adversidade, ficámos envergonhados mas há que seguir em frente, estamos na luta etc e tal " e já está. Com sorte ainda se ganha daqui a uma semana ao Benfica na Final da Taça da Liga e fica tudo varrido para debaixo do tapete.
Depois com ajuda de alguns adeptos panhonhas que justificam o descalabro de Munique com a diferença de orçamentos como se o Braga tivesse levado do Bayern o ano passado 25 a 0. E pronto, saem por cima do dano que causaram: a maior vergonha da história do Sporting Clube de Portugal.
Junte-se a isto o carreirismo militante de mais de metade daquele plantel e temos os ingredientes para a mesmísse do costume de um clube que talvez esteja a perder a sua mística de modo irreversível.
Espero estar totalmente errado mas para isso só existe uma hipótese: demitir já o treinador Paulo Bento - que merece toda a gratidão, consideração e respeito - como medida de exemplo do orgulho leonino e como prevenção para bandalheiras futuras. Desde já auto suspendo-me como adepto e sócio pagante do Sporting até que essa medida seja tomada. Pior que a falta de vergonha é brincar-se com as pessoas.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ganhar a bem


Foi uma bela e merecida vitória. Apenas falhei o autor de um golo. Em vez de Vukcevic, foi o grande Derlei e o resultado apenas pecou por muito escasso para a esmagadora superioridade da exibição do Sporting.
O arbitro Olegário Benquerença é um dos grandes perdedores do jogo. Não é agora na altura da vitória que devemos ter esquecimentos...Houve de facto dois penalties não marcados contra o Benfica e Olegário pecou demasiado na forma como apitava cada corte do Sporting na zona do meio campo perto da grande área. Não podiamos desarmar nenhum jogador do SLB, porque lá estava ele, de apito na boca pronto a marcar falta, não fosse a equipa de Quique Flores eximia em lances de bola parada... Cada corte cada falta. Mesmo a propósito, ou se quiserem, de propósito. Ele bem tentou, acreditem, mas não conseguiu.
Porém nós já estamos calejados e habituados a ganhar também a criaturas como ele. E o Benfica de tão fraco não o deixou roubar mais. Deve-se ter sentido absolvido por isso. Nós pessoalmente temos mais orgulho em ganhar assim: sem espinhas na garganta ou direito a segundas interpretações. Não é por nada, mas ser sportinguista é também isso. Ganhar a bem.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Não é Javier Zanetti quem quer


Veja-se Javier Zannetti neste vídeo musical interista de há 5 anos e tirando Ivan Cordoba, Marco Materrazzi ou o suplente Toldo já não está lá mais ninguém nos dias de hoje. É que os jogadores inevitáveis são craques mas acima de tudo amam os seus clubes. Muito para além das experiências. Ultrapassando as listas de dispensas e as tentações do "momento". Ficam como simbolos ou bandeiras para a eternidade. Tal como pode acontecer com John Terry ou Maldini, quando quero inspirar-me num jogador de futebol, penso em "il capitano" e sonho voltar a ter no meu Sporting um jogador como ele ou como o nosso eterno 9, o Manel, Manuel Fernandes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Domingo Desportivo





De cima para baixo a minha ordem de preferência. Sendo que não vi a final do Australian Open. De resto, o Super Bowl visto pela primeirissima vez, encheu-me totalmente as medidas. Emocionante, épico, desconcertante, espectacular. Na Sports Illustrated foi considerado por alguns como o melhor de sempre. Sorte ou não, de agora em diante sou mais um adepto da NFL.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

John Updike (1932-2009)

Ao sabor do tempo


O magnífico e assombroso "O Castelo Andante" de Hayao Miyazaki a apenas 1,59€, logo ao lado das caixas registadoras do Pão de Açucar das Amoreiras. Saiu-me mais barato que o pão e os iogurtes que procurava.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Não são delírios

E eis que passados três dias, a notícia em destaque no post abaixo é categoricamente desmentida pelo jogador. Encontra-se o desmentido aqui e aqui. O jornal "A Bola" até ao momento não deu ao mesmo qualquer destaque, nem na sua capa, nem na edição on line (pelo menos até ás 14h05 do dia de hoje). O que não será apenas incompetência, é que a fonte é o sitio oficial do Sporting. O meu post anterior foi apenas ingénuo, não eram "delírios", era benfiquismo mesmo...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Delirios


Não existe aqui uma só notícia com menos de 38 graus de febre, sendo que Nuno Gomes está já com 40º e Vitor Pereira já rebentou com a escala. Da falta de vergonha.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os 4 caminhos

Na vida há quatro caminhos possíveis. Ou se é o Paul McCartney, ou se é o John Lennon, ou se é o George Harrison, ou se é o Ringo Starr. A mim parece-me claro (mas isso digo eu que sou uma pessoa religiosa). O caminho certo é ser o George Harrison.

(Tiago Cavaco, Voz do Deserto)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Do cinema

"Eitel pensava com fúria em todas as pessoas que conhecera ao longo dos anos e no desprezo que elas sentiam pelo cinema. Sim, o cinema era uma arte desprezível, uma arte italiana do século XV, em que, para conseguir alguma coisa, havia necessidade de conhecer a maneira de adular princesas e lamber as plantas dos pés a condottieri, saber urdir intrigas e organizar as artimanhas, pronunciar a pequena frase perigosa e, de uma maneira ou de outra, enganar toda a gente, exagerar os compromissos assumidos e ocultar as suas convicções até ao momento em que se pode manifestar uma delas, sem que sofresse qualquer represália, e, cinco séculos depois, na segurança de um museu, os turistas passariam obedientemente e murmurariam: "Que estupendo artista! Deve ter sido um grande homem! Repare-se nas expressões perversas dos rostos desses aristocratas..."

Norman Mailer, O Parque dos Veados

(Lisboa: Livros do Brasil, 1986; tradução de Eduardo Saló;Obra original: The Deer Park, 1955,1959)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Valeram os cães


Muito fraca a cerimónia dos Globos de Ouro. Pela quantidade de baldas (Sean Penn, Javier Bardem, Woody Allen, etc e etc), pelos prémios a cheirarem a agenda comercial, e pelo ridiculo das situações criadas onde cada "piadinha" mandada ao microfone parecia tentar ser mais desastrada que a anterior.
Teve alguns aspectos curiosos a registar. Entre os menos positivos destaco a cara de Tom Cruise a encaixar mal a piada do "envelhecimento ao contrário de Sasha Barron Cohen a propósito "The Curious Case of Benjamin Button" de David Fincher - na mouche dir-se ia; a constatação de que analfabetos como Puff Daddy continuam exactamente na mesma; Kate Winslet a roçar o rídiculo de uma principiante ao receber histérica o 2ºGlobo de Ouro, simpatizo com ela, mas podia-nos ter livrado do espectáculo. Danny Boyle , o sofrível realizador de Trainspotting, a ganhar prémios com a sua nova jogada comercial, agora na India. Tem a seta apontada para os Oscares, se o seu lobby continuar á altura.
Safou-se o Globo de Ouro póstumo para o excelente Heath Ledger. Steve Spielberg com o merecido Prémio de carreira. E o regressado Michey Rourke a saber vencer, com um discurso digno, genuino, sentido e temperado com a tirada da noite, "quero agradecer a todos os meus cães". Foi a réstia de esperança.
Em baixo o registo dos Prémios:

~Lista dos Prémios – Cinema

Melhor filme (Drama): “Slumdog Millionaire”

Melhor realizador: Danny Boyle, “Slumdog Millionaire”

Melhor Actriz (Drama): Kate Winslet, “Revolutionary Road”

Melhor Actor (Drama): Mickey Rourke, “The Wrestler”

Melhor filme (Comédia ou Musical): “Vicky Cristina Barcelona”

Melhor Actriz (Comédia ou Musical): Sally Hawkins, “Happy Go Lucky”

Melhor Actor (Comédia ou Musical): Colin Farrell, “In Bruges”

Melhor argumento: “Slumdog Millionaire”

Melhor Actor Secundário: Heath Ledger, “Batman, o Cavaleiro das Trevas”

Melhor Actriz Secundária: Kate Winslet, “The Reader”

Melhor filme estrangeiro: “Valsa com Bashir”, Israel

Melhor filme de animação: “Wall-E”

Melhor Banda Sonora Original: “Slumdog Millionaire”

Melhor Canção Original: Bruce Springsteen por “The Wrestler”

Lista dos prémios – Televisão

Melhor Série Dramática - Mad Man

Melhor Actriz (Drama) - Anna Paquin, “True Blood

Melhor Actor (Drama) - Gabriel Byrne, “In Treatment”

Melhor Série Musical ou Comédia – “30 Rock”

Melhor Actriz (Musical ou Comédia) - Tina Fey (30 Rock)

Melhor Actor (Musical ou Comédia) - Alec Baldwin (30 Rock)

F60


Já cá temos o Ferrari F60, novinho em folha para atacar os títulos de 2009. Forza Ragazzi!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Pôr do Sol


Em Marte. Aqui.